Dengue em Jaboticabal só aumenta e alcança 700 casos suspeitos

Com mais de 130 casos confirmados pela Vigilância Epidemiológica e mais de 700 suspeitos, Jaboticabal fica em estado de alerta.

Jaboticabal fica mais uma vez em estado de alerta devido o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zica vírus e chikungunya.  Mesmo com ações de conscientização e notícias divulgando os números aumentando diariamente, o mosquito ainda deixa vítimas, inclusive pacientes graves e provocando a morte.

Em entrevista ao Portal Com a Palavra,  Maura Guedes Barreto, responsável pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica de Jaboticabal – SP, nesta semana, houve 130 casos confirmados e mais de 700 suspeitos.

Maura mostra sua preocupação com o aumento dos números. “Jaboticabal vive uma situação de transmissão em que os números apontam um aumento elevado nos casos de dengue, estamos com mais de 700 notificações de casos suspeitos e 130 confirmados. Estes dados são de conhecimento somente do Serviço de Saúde e são número dinâmicos, que mudam diariamente”, destaca.

Há os casos mais brandos em que a pessoa não procura o atendimento ou o Serviço de Saúde e os casos particulares também não chegam até a V. E., o que gera um aumento considerável nestes números.

É importante conhecermos os casos para tomarmos as devidas medidas de bloqueio de transmissão”, alerta Maura, que faz um comparativo com os casos de anos anteriores, inclusive do mesmo período. “Diferente de anos anteriores em que tivemos  o começo da transmissão, os casos que começaram a chegar, seja pela Vigilância e Controle de Vetores, tivemos uma percepção que o foco está disseminado por toda a cidade. Não dá mais para focar um ponto geográfico, como acontecia antes.”

A preocupação de Maura é com a introdução do vírus tipo 2 da dengue, ou seja, quando o indivíduo é infectado pelo segundo sorotipo do vírus, um dos mais agressivos. É interessante alertar que existe quatro sorotipos da dengue, todos presentes no Brasil. Após a infecção, o paciente acaba tendo imunidade contra o sorotipo, mas continua suscetível aos outros tipos, como esclarece Maura.

“Há muitas pessoas expostas que nunca tiveram essa doença por esse sorotipo, enquanto tivermos muitas pessoas suscetíveis a este vírus, a infecção é grande. O vírus 2 acaba sendo mais agressivo e quem já teve dengue, principalmente em 2012 e 2013, é importante ficar atento para os sinais de gravidades. Por isso, peço a colaboração de todos que somos responsáveis e temos que tomar os devidos cuidados com nossas casas, primeiramente, evitando os criadouros.”, enfatiza.

Prevenções contra a dengue

A responsabilidade pela fiscalização de cada residência é do morador. Cerca de 80% dos focos estão nas residências. Com chuvas intensas e constantes na região, é importante ficar alerta com todos os tipos de locais que podem servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti, como calhas e caixas d´água, que devem ser monitoradas constantemente e não são de fácil visualização.

Outros materiais que possam servir de foco para o mosquito são pneus, copos, vasos, garrafas,  bebedouros de animais de estimação, até uma simples tampinha de garrafa, entre outros. É importante que a população evite criadouros do mosquito com medidas simples: dez minutos checando a existência de água parada, jogando água sanitária e sal nos ralos, entre outros.

Quem pegou dengue?

O mosquito não escolhe suas vítimas e crianças, jovens, adultos e idosos são todos pacientes. Para Emanuelli dos Santos, estar com dengue só prejudicou sua vida e o pior, da família.

“Enquanto fico aqui (Pronto Socorro), com minha filha tomando, as duas, soro, está meu marido também com dengue em casa. O único da família que não pegou dengue foi meu filho. E quem faz tudo em casa sou eu, mas não tenho disposição. A dengue veio muito forte, não imaginava que era tão ruim assim”, desabafa.

Sintomas

De acordo com os médicos e profissionais da saúde, os sintomas variam de pessoa para pessoa, dependendo do organismo de cada uma, e podem ocasionar febre alta com início súbito, dores de cabeça, nuca, atrás dos olhos, manchas e erupções na pele, coceiras, náuseas e vômitos, cansaço extremo, mal estar e fadiga, dores nos ossos e articulações, entre outros.

Neste período é importante que o paciente fique sempre hidratado, consumindo muita água.

Texto – Poliana Taliberti

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