Por Onde Anda – Clóvis Roberto Capalbo

Clóvis Capalbo com sua esposa Miltz Capalbo Foto - Ana Mattos

O Portal Com a Palavra foi até Clóvis Roberto Capalbo para saber por onde anda e ouvir histórias fantásticas da cidade de Jaboticabal. Como você está, Clóvis?

Quem é de Jaboticabal conhece a vida do grande Clóvis Capalbo da Livraria Acadêmica. Quem é da região e de outras grandes cidades também tem conhecimento deste grande homem que sabe tudo sobre Jaboticabal como ninguém.

É um historiador nato. Embora não se diz historiador, cada pedacinho da cidades, sua origem, os prédios, as construções, obras e seus artistas estão na sua memória que não tem fim. Um bate papo no balcão de sua livraria é uma aula do município, e é onde o orgulho de ser jaboticabalense vem, pois ele faz renascer ou surgir esse orgulho de cidadão, de orgulhosamente ser de Jaboticabal.

Por sorte o jaboticabalense que  nasceu no dia 22 de agosto de 1936, filho de Guerino Capalbo e Julia Galatti Capalbo, casado com Miltz Terezinha Peixoto Capalbo, tendo o casal duas filhas, Claudia e Roberta. E suas grandes irmãs, Rosa Capalbo e Miriam Capalbo Merenda, transferiu seus conhecimentos aos livros que escreveu. Quanto orgulho temos de ter um cidadão que ama e conhece Jaboticabal como Clóvis Capalbo.

E a equipe do Portal Com a Palavra foi atrás dele, no seu balcão, sendo recebida para um bate papo interessante, que rendeu, inclusive, histórias quase secretas, da época da sua juventude e faculdade.

Clóvis cursou o grupo no “Coronel Vaz”, de 1944 a 1948, concluiu o antigo ginasial como é conhecido nos dias atuais de Escola Estadual Aurélio Arrôbas Martins, o Estadão. Em seguida, cursou o clássico, formando-se em 1955. Em 1956, ingressou na Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, formando-se em 1960.

É importante ressaltar que seu gosto pela história de Jaboticabal vem praticamente desde a infância, trabalhando no estabelecimento comercial de seu pai, claro, a Livraria Acadêmica, onde fazia toda a espécie de serviços, inclusive a entrega de revistas em domicílio. À noite era no Cine Paratodos que trabalhava junto do seu pai.

Apaixonado pelos livros, também era um amante do esporte.  Mas o Portal Com a Palavra vem para mostrar como está Clóvis aos seus 84 anos, atuante na Livraria que há 89 anos enriquece nossa querida Jaboticabal, continua administrando firmemente e recebendo seus clientes não somente para vendas, mas também para um grande bate papo, afinal, quem não gosta de enriquecer-se culturalmente?

“Estou aqui, esperando a idade chegar e a saúde em dia!” Exclama com um sorriso nos olhos, afinal a máscara sempre no rosto, com a segurança necessária para ele e seus clientes. Bom papo, continua com sua paixão pela loja e descreve como iniciou a vida de escritor.

“Eu que acompanho uma loja que sempre vendeu cultura e segmentada na educação, percebi que de 1980 para cá, a cidade foi decaindo  em todos os   setores. Por esta razão que busquei transcrever, em livros, o crescimento e o desenvolvimento, além da queda em alguns setores”, destaca Clovis, que completa.

“Pela convivência que tive política e social de Jaboticabal, pela grande experiência, percebi que Jaboticabal não tinha, até 1990, escritos históricos abrangentes, razão pela qual ao fazer o livro do Jaboticabal Atlético, que desde o início dos anos de 1910, uma elite social se preocupava com o desenvolvimento de Jaboticabal. E percebi que ao fazer a história do Atlético, os seus componentes inspiraram a Fundação do Clube Jaboticabal em 1922, e enquanto homens que tiveram forças e sustentaram a política e e  social e na ária educacional, uma cidade injetável”.

E é com esta força, inteligência, sabedoria e conhecimento de toda a história de Jaboticabal e seu povo, quem quiser conhecer mais sobre Clóvis ele está lá, na Livraria Acadêmica desde onde começou sua função. As histórias boas ele garante e cita nomes de pessoas importantes que fizeram a história da nossa Jaboticabal.

Para encerrar, ele cita uma de suas melhores frases. “A mensagem que deixo é de uma frase que sempre foi o estímulo para os meus livros, que é: “Para se prever o futuro, é necessário que se estude o passado.”

Poliana Taliberti e Guilherme Ruar

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