Por Onde Anda Edwilson Valério, por Guilherme Ruar

O nosso Por Onde Anda entrevista Edwilson Valério, mais conhecido como Edu Valério. Maestro, músico e um artista nato. Criado em meio a músicos, em uma família com a cultura passando nas veias e de um grande significado para Jaboticabal, Edwilson Valério nasceu em um conservatório de música, um lugar que era convite para os grandes músicos e aspirantes à música.

O maestro e músico Edwilson Valério, 63 anos, mais conhecido como Edu Valério é o destaque do Portal Com a Palavra. Por onde anda é só elogios e, representa em Jaboticabal, o melhor da música. Já recebeu Medalha de Ouro no Teatro Municipal de São Paulo interpretando a Sinfonia “O Guarani” de Carlos Gomes e fazendo sucesso entre bandas brasileiras e, inclusive, internacionais.

Família tradicional de músicos, Edu Valério tem um orgulho imenso da música, levando o nome de Jaboticabal por vários lugares. O grande maestro nasceu em Jaboticabal no dia 12 de março de 1957, filho do maestro Eduwiges Valério, também conhecido como Maestro Edu Valério e Maria Aparecida Mendes Valério. Estudou nas escolas Pedroso, Coronel Vaz e Estadão, fez cursos técnicos e de nível superior, mas a música sempre  fazendo parte da sua vida.

Pai e dois filhos, o Edwilliam Valério e o Edu Valério, casado com Arlete, ele ainda tem duas netas que são seus xodós, a Maria Eduarda e a Emily. Uma família unida pela música e todos orgulhosamente carregam a letra E. Um símbolo que fica registrado pela família.

Confira detalhes da entrevista:  

CP – Conte um pouco da sua história, Edu Valério?  

Edu Valério – Eu lecionei 32 anos administrando aulas de técnica instrumental, curso de história da música, harmonização, tudo no Conservatório Municipal Santa Cecília, tive o prazer de reger corais por várias estados, além de corporações de cidades vizinhas. Já toquei com músicos reconhecidos internacionalmente.

CP – Qual momento importante você lembra da sua carreira com orgulho?

Edu Valério – Um momento que lembro bem e marcou minha vida foi quando estava em um curso em Campos do Jordão, sendo convidado com muita honra de reger a Sinfônica Brasileira de Jovens. E no ano passado recebi um presente especial de reger a nossa Corporação Musical Gomes e Puccini para um concerto de gala sobre uma composição do meu pai em homenagem ao saudoso Dr. Jeyner Valério. Fiquei muito emocionado reger a composição musical que era do meu pai e homenagear o meu tio Jeyner.

CP – Qual instrumento sente mais paixão e suas experiências com outros instrumentos?

Edu Valério – Meu forte é o piano que me dedico, além dos teclados eletrônicos. O que sinto e gosto de verdade mesmo é o piano, que você coloca a alma e a emoção. Mas claro, conheço a escala de todos os instrumentos, pois como maestro é necessário ter este conhecimento. Para reger uma música você tem que ter um conhecimento amplo.

CP – E como foi para você, como músico, este momento de pandemia?

Edu Valério – Este último ano, nessa pandemia, ficamos praticamente parados com a música e fiz três apresentações com lives pela iniciativa da We Rec Studio pela paz mundial, depois para o aniversário de Jaboticabal, com a primeira parte em que apresentei sozinho, depois entrei com a meu Conjunto Classic e depois com o meu convidado, que é o meu afilhado Maicon. Outra live fiz para o projeto emergencial Lei Aldir Blanc, em novembro. Depois toquei no Restaurante da Sociedade Filarmônica Pietro Mascagni, com músicas temas de filme, clássicas, jazz e muito mais.

CP – Quais são seus projetos atuais
Edu Valério – Tenho um projeto que chama um Piano para Todos que é mostrar o piano de perto, tive há alguns anos uma apresentação em uma clínica de reabilitação e convidei meu amigo Dr. Jonas Cintra, onde toquei jazz, música clássica e foi muito emotivo. Temos que levar conhecimento, música e cultura para todos, nos bairros, em toda a cidade.

Edu Valério conta com muitos títulos, prêmios, troféus, inclusive, possui título de Comendador, recebido e reconhecido internacionalmente pela Coninter – Conselho Internacional dos Acadêmicos de Ciências, Letras e Artes.

Poliana Taliberti  e Guilherme Ruar 

 

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