O respeito ao próximo com o Ramadã, por POLIANA TALIBERTI

Hoje começo uma série de notícias que retrata a cultura, os costumes, as religiões e o estilo de vida de diversos povos, países, etnias e regiões. Para lançar a minha coluna, vou comentar sobre o Ramadan ou Ramadã, que inicia-se hoje, dia 13 de abril, no mundo islâmico.

No Brasil, de acordo com o último senso demográfico realizado em 2010 pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – havia 35.167 seguidores do Islã, porém, algumas instituições do próprio islamismo consideram que o número de seguidores seja bem superior, alcançando 1,5 milhão de fiéis, ou seja, muitos brasileiros começam a seguir fielmente ao Ramadã.

O Ramadã é realizado no nono mês do calendário islâmico e o momento em que os fiéis em ato de respeito, de amor ao próximo, de caridade, fazem o jejum (suam), este sendo um dos cinco pilares do Islã.  Além de participar da oração regular deve ser feita a de Taraweeh, realizada à noite após a última oração do dia. . Nos últimos 10 dias do Ramadan os muçulmanos rezam com mais intensidade, pois é durante esses dias que acontece a noite Laylat al-Qadr(noite do poder), é nesta noite que comemora-se a revelação do Alcorão ao Profeta Muhammad pela primeira vez através do anjo Gabriel. Acredita-se que tenha ocorrido em uma das 10 noites finais do Ramadã em 610 CE, embora a noite exata não seja clara.  (com informações do site memphistours.com).

Mesmo sendo um ato de obrigação imposta pela religião, é uma forma de cada seguidor renovar a sua fé, tornando um prazer para a vida. É o momento de valorização da família e fraternidade.

O Ramadã segue o calendário islâmico, ou seja, o lunar, por isso as datas nunca são as mesmas, mudando de ano a ano. O que não muda é o período de 29 a 30 dias. Seus fiéis respeitam o jejum desde a madrugada até o por do sol. Neste momento o jejum é intenso, não podem comer, beber ou ter relações sexuais, nem pensamentos podem ocorrer, caso seja quebrado em algum dia, o muçulmano é obrigado a seguir o jejum por mais dias.

Há algumas pessoas que não são obrigadas a cumprir o jejum, como doentes, idosos, puerpéras, grávidas ou que estão na fase menstrual.

É no Ramadã em que os fiéis reconhecem o sofrimento daqueles que passam fome, sede, entre outras adversidades, e é com amor e respeito que os muçulmanos seguem a prática do Ramadã.

Em breve, trarei muito mais informações sobre este assunto, as comidas, as músicas, o respeito e os costumes deste assunto encantador que é o Ramadã.

Até a próxima.

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