Covid-19 mata mais homens que mulheres, diz estudo

Uma das hipóteses para explicar essa diferença está na testosterona, o hormônio masculino

Um estudo feito por pesquisadores brasileiros – liderado pela imunologista Cristina Ribeiro de Barros Cardoso, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP) -, analisou o perfil de pessoas com mais risco de morrer por Covid-19: homem, idoso e com mais de uma comorbidade. Eles têm mais quadros severos da infecção, ocupam boa parte dos leitos de UTI e morrem mais também.

Estudo: O levantamento foi feito com quase 500 mil pessoas, entre os quais 12 mil mulheres e 13 mil homens, tiveram diagnóstico de Covid-19 confirmado pelo exame de PCR.

UTIs: Após observar que os homens tinham mais marcadores de inflamação no sangue e mais neutrófilos também, célula envolvida com a reação intempestiva do sistema imune diante do Sars-CoV 2, os pesquisadores resolveram examinar os pacientes nas UTIs.

Casos graves: Apesar da diferença gritante entre homens e mulheres precisando de ventilação mecânica — eles sempre levando a pior —, os pesquisadores não notaram nada diferente nas amostras, o que os fez voltar a atenção aos casos leves e moderados.

Casos moderados: A principal diferença entre homens e mulheres foi encontrada nos pacientes com quadros moderados da Covid-19.

Motivo: Uma das hipóteses para explicar essa diferença está na testosterona, o hormônio masculino. Nos homens em estado grave de Covid-19, a testosterona cai tanto que do ponto de vista do hormônio o seu organismo vira o de uma mulher.

Relação: A testosterona tende a ser imunossupressora e favorece as fases subsequentes da infecção das células pulmonares ao influenciarem a presença de enzimas envolvidas depois do vírus.

Diferenças: Além da Covid-19, diversas doenças são diferentes em homens e mulheres. Homens tendem a ter quadros mais graves quando são infectados pelo vírus da gripe. Já as mulheres apresentam uma propensão maior a doenças autoimunes.

Comorbidades mais comuns: Entre as comorbidades mais comuns estão diabetes, hipertensão e doenças pulmonares crônicas, neurológicas e cardiovasculares.

São Paulo: São Paulo é o Estado com o maior número de casos graves, com uma média de 294 hospitalizações a cada 100 mil habitantes.

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